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Blog de Walter
 


Chorrochó, reflexões, saudade: Rogério Luiz de Menezes Ribeiro 

Anaxágoras, filósofo que viveu na Ásia Menor no século V, antes da era cristã, entendia que "deve haver uma natureza transcendental organizadora de todas as coisas".

Hoje sabemos que esse entendimento chama-se Deus. E não achamos que “deve haver”, somos convictos e seguros de que há. E acreditamos nele, porque é a razão de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Só ele nos dá a vida e somente ele permite a morte.

Quando uma pessoa próxima ou conhecida se vai para a eternidade, quase sempre refletimos sobre a morte: o inesperado dela, sua irreversibilidade, o inalcançável de sua explicação e a dificuldade de entendê-la. Assim, cada vez mais vem a certeza de que existe a natureza transcendental de que falava Anaxágoras.

Vivo em meio à selvageria da cidade grande, preocupado com tempo e objetivos, envolto às incertezas de uma metrópole cruel e violenta, cada vez mais necessitada de calor humano. As multidões nos envolvem, sufocam, barbarizam a convivência. E nos distanciam de amigos, pessoas caras.

Essa realidade cruel e inominável me leva sempre a refletir. Aguça as lembranças de outro tempo, não muito longe e, não obstante, não muito perto. Permite que me lembre de pessoas com quem convivi em quadras memoráveis.

São imagens que ficaram, tocam, cutucam a vida, dilaceram em razão da saudade.

Há alguns anos faleceu em Chorrochó Rogério Luiz de Menezes Ribeiro. Homem já encaminhado na vida deixou pai, mãe, esposa, filhos e parentes dilacerados pela ausência. Descendente de família limpa, honrada, honesta.

Foi-se silenciosamente num mês de Maria, das mães, das flores. Cruel a partida, difícil o momento.  

Contudo, o que me ficou de Rogério, com quem convivi, além da saudade, foi a imagem que guardei de sua época de criança, o andar pelas calçadas de Chorrochó, os olhos claros de sua inocência de garoto bem comportado.

Essas lembranças ficaram, não se apagaram diante do correr apressado do tempo. Guardo dele esse retrato de menino puro, ingênuo, atencioso.  

Por que, às vezes, o cronista se perde nessas abstrações?

É para tornar mais leve o caminhar, suavizar os tropeços da vida e a incerteza do caminho a ser percorrido, se ainda há caminho a percorrer.

Essas boas recordações nos fazem mais humildes, mais conscientes e menos arrogantes diante da passagem da vida em direção à morte inevitável. É a memória salvando-nos do imponderável.

Nada existe mais seguro diante de nossas fragilidades do que lembrar que no passado, às vezes distante, convivemos com pessoas boas, indiferentes às maldades, que construíram a vida sem escalar o ombro do semelhante para sobressair-se.

Quando Rogério se foi, ainda era jovem, alegre, encantador.

Deixou a bondade como referência. E a saudade imorredoura, perdurável, presente.

 araujo-costa@uol.com.br

 

 



Escrito por Walter às 11h33
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Calma, o Brasil não foi descoberto por Lula da Silva.
Num dos delírios etílicos de Lula da Silva, ele disse que, se existisse na época de Cabral, teria sido ele o descobridor do Brasil e não o navegador português. (https://www.youtube.com/watch?v=r5Y1wSGKvMs). 
Taí uma prova indubitável de que poder, arrogância e álcool não fazem uma boa combinação. 
Lula teve muita fama - ainda tem - assim como poder. O álcool sempre frequentou suas preferências, mas isto é um senão de pouca ou nenhuma importância. A cachaça faz parte da cultura dos brasileiros. E Lula, embora seja de elite, o que ele nega, veio de berço nordestino, culturalmente apreciador de cachaça.
Agora, o PT não está conseguindo absorver a prisão de Lula e acha que o Brasil chegou ao fim, sem os petistas no poder. Os radicais do PT, inclusive sua presidente, falam em “nome do povo”, como se tivessem procuração de todos os brasileiros.
Lula pode ser solto. Seus competentíssimos advogados estão tentando tirá-lo do xilindró. É possível. É o exercício regular de seu direito de defesa. 
Delírios à parte, Lula só tem piorado. 
Mais recentemente ele disse que vai disputar a eleição presidencial e, se brincar, ganha no primeiro turno.
Faltou dizer que depende das leis e dos tribunais.

araujo-costa@uol.com.br



Escrito por Walter às 17h38
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O desmonte dos Correios.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos vai fechar 513 agências em todo o Brasil e, em consequência, demitir 5.300 empregados.

A ECT já ocupou o lugar de empresa de maior credibilidade entre os brasileiros.

Na década de 1990 começou o desmonte da empresa. O governo de Fernando Collor fechou agências centenárias, demitiu, transferiu e realocou funcionários e, mais do que isto, deu o ponta pé para que os Correios entrassem na fase de administrações desastrosas.

A ECT envolveu-se até no escândalo do “mensalão” petista no primeiro governo de Lula da Silva.

Interesses políticos passaram a ter prioridade nos Correios. Destruíram o Postalis, o fundo de pensão e retaguarda dos empregados da empresa.

O rombo chegou a R$ 6 bilhões.

Segundo se sabe, os Correios vão dar prioridade aos franqueados, em detrimento de sua estrutura histórica construída há mais de trezentos anos. 

O Brasil está numa fase tal de esculhambação que a decisão de priorizar os franqueados permite desconfiar que tem alguém levando vantagem nisto. Tem esperto ou que pensa ser esperto nesta história.

Chegou a vez do jornalismo investigativo entrar em ação.

araujo-costa@uol.com.br



Escrito por Walter às 08h15
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